terça-feira, 8 de setembro de 2009

Lula pede ao povo brasileiro que entre de corpo e alma no debate do petróleo


Lula pede ao povo brasileiro que entre de corpo e alma no debate do petróleo

O presidente Luíz Inácio Lula da Silva pediu, durante o pronunciamento em rede nacional de rádio e TV no domingo (6) que a população acompanhe de perto as discussões sobre os projetos de lei que garantem ao Brasil as riquezas do petróleo encontrado na camada de pré-sal. Os projetos precisam ser aprovados no Congresso.

"Peço a cada um de vocês que acompanhe passo a passo as discussões destas leis no Congresso. Que se informe, reflita, e entre de corpo e alma nesse debate tão importante para os destinos do Brasil e para o futuro de nossos filhos e netos”, afirmou.

"Uma democracia só se fortalece com a participação da sociedade. Por isso se mobilize, converse com seus amigos, escreva para seu deputado, seu senador, pra que eles apoiem o que é melhor para o Brasil", disse.

Lula, que chamou a descoberta do petróleo de nova independência, disse que conta com “o apoio livre e soberano do Legislativo” na construção do “novo Brasil”.

De acordo com o presidente, a proposta “garante que a maior parte da riqueza do pré-sal fique nas mãos dos brasileiros” e “impede que qualquer governante gaste de forma irresponsável estes recursos.”Segundo ele, o modelo de concessão que foi adotado em 1997 não se adaptava à nova situação e que seria um erro “grave” usá-lo para o pré-sal. O presidente disse que a nova legislação obriga o investimento do dinheiro resultante do petróleo "em educação, ciência e tecnologia, cultura, defesa do meio-ambiente e combate à pobreza."

Durante o discurso, Lula também elogiou a Petrobras pela descoberta das reservas. “A Petrobras de hoje é a cara deste novo Brasil. É a oitava maior empresa do mundo. Não existe nenhuma empresa, na Europa, do tamanho dela”, afirmou.

O presidente também falou sobre como a crise internacional afetou o Brasil. “Temos uma economia organizada e em crescimento, que foi testada na mais grave crise internacional desde 29 e saiu-se muito bem. Não só não quebramos como fomos um dos últimos países a entrar na crise e estamos sendo um dos primeiros a sair dela. Antes, éramos alvo de chacotas e de imposições. Hoje, nossa voz é ouvida lá fora com atenção e respeito”, disse.

Leia a íntegra do pronunciamento

"Queridas Brasileiras e Queridos Brasileiros,

É comum que o 7 de setembro sirva para a gente enaltecer o passado e pensar o presente. Desta vez é diferente: este é o 7 de setembro do Brasil festejar o futuro. De celebrar uma nova independência.

Esta nova independência tem nome, forma e conteúdo. Seu nome é pré-sal; seu conteúdo são as gigantescas jazidas de petróleo e gás descobertas nas profundezas do nosso mar; sua forma é o conjunto de projetos de lei que enviamos, há poucos dias, ao Congresso Nacional. E que vai garantir que esta riqueza seja corretamente utilizada para o bem do Brasil e de todos os brasileiros.
Peço a cada um de vocês que acompanhe passo a passo as discussões destas leis no Congresso. Que se informe, reflita, e entre de corpo e alma nesse debate tão importante para os destinos do Brasil e para o futuro de nossos filhos e netos.
Posso resumir em duas frases a proposta do governo: de um lado, ela garante que a maior parte da riqueza do pré-sal fique nas mãos dos brasileiros; de outro, ela impede que qualquer governante gaste de forma irresponsável estes recursos. E mais: obriga que este dinheiro seja aplicado em educação, ciência e tecnologia, cultura, defesa do meio-ambiente e combate à pobreza.

Minhas amigas e meus amigos,

O pré-sal é uma das maiores descobertas de todos os tempos. Ainda não se pode dizer, com exatidão, quantos bilhões de barris de petróleo existem nele. Mas já se pode garantir, com toda segurança, que ele colocará o Brasil entre os países com maiores reservas de petróleo e gás do mundo.

Elas se espalham por uma área de 149 mil quilômetros quadrados, que começa no litoral do Espírito Santo e termina no de Santa Catarina. É uma área do tamanho do estado do Ceará.

As jazidas ficam debaixo de uma lâmina de água e de camada de sal, que, em alguns pontos, correspondem a dez morros do corcovado empilhados.

Minhas amigas e meus amigos,

O que deve fazer um povo livre, responsável e soberano ao receber tamanha dádiva de deus? Garantir que esta riqueza não escape de suas mãos, buscar os meios mais eficientes de explorá-la e modernizar suas leis para não repetir os erros de outros países.

A história tem mostrado que a riqueza do petróleo é uma faca de dois gumes. Quando bem explorada, traz progresso para o povo. Quando mal explorada, ela traz conflitos, desperdícios, agressão ao meio-ambiente, desorganização da economia e privilégios para uns poucos. Assim, alguns países pobres, ricos em petróleo, não conseguiram jamais sair da miséria.


Por isso, dei orientações bem claras aos ministros. Primeira: o petróleo e o gás pertencem ao povo brasileiro. Como no pré-sal, os possíveis sócios terão poucos riscos, eles não podem ficar com a parte da renda. Ela tem que ser do povo. Segunda orientação: o Brasil não pode ser um mero exportador de óleo cru. Vamos agregar valor aqui dentro, exportando derivados, como gasolina, diesel e produtos petroquímicos, que valem muito mais. Vamos construir uma poderosa indústria de equipamentos e serviços e gerar milhares e milhares de empregos brasileiros. Terceira orientação: não vamos nos deslumbrar e sair por aí, como novos ricos, torrando dinheiro em bobagens. O pré-sal é um passaporte para o futuro. Vamos investir seus recursos naquilo que temos de mais precioso e promissor: nossos filhos, nossos netos, nosso futuro.

Minhas amigas e meus amigos,

Os ministros seguiram estas diretrizes e honraram o compromisso com o povo brasileiro. A principal mudança que estamos propondo é que, nas áreas ainda não exploradas do pré-sal, passe a vigorar o modelo de partilha. Quase todos os países que têm grandes reservas e baixo risco de exploração adotam este sistema. Ele garante que o estado e o povo continuem donos da maior parte do óleo e do gás mesmo depois de sua extração.

Estamos propondo, também, que a Petrobras seja a operadora de toda área. Ou seja, exerça atividades de exploração e produção, com uma participação mínima de 30% em todos os blocos.

Não podia ser diferente. Afinal, temos dentro de casa uma das maiores, melhores e mais respeitadas empresas de petróleo do mundo. Assim saberemos tudo sobre as reservas, aperfeiçoaremos nossa tecnologia e faremos da Petrobras uma empresa ainda mais forte.

Este trabalho será complementado pela Petro-sal, uma nova empresa estatal, enxuta e altamente qualificada, que vai gerir os contratos de partilha e os de comercialização. Ela não vai concorrer com a Petrobras. Sua função é outra - a de ser o olho do povo na fiscalização de toda operação.

Minhas amigas e meus amigos,

Hoje o Brasil tem todas as condições políticas, econômicas e tecnológicas para enfrentar este desafio. A economia do Brasil vive um novo momento. De 2003 a 2008, crescemos em média, 4,1% ao ano. Nos últimos dois anos, mais que 5%. O país gerou cerca de onze milhões de empregos com carteira assinada. O desemprego caiu fortemente, de 11,7% em 2003, para 8% hoje. As taxas de juros são as menores das últimas décadas.

Não só pagamos a dívida externa, como acumulamos reservas de 215 bilhões de dólares. E mais: reduzimos a miséria e as desigualdades. Mais de 30 milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza. E destes, 20 milhões ingressaram na nova classe média, fortalecendo o mercado interno e dando vigoroso impulso à nossa economia.

O fato é que hoje temos uma economia organizada e em crescimento, que foi testada na mais grave crise internacional desde 29 e saiu-se muito bem. Não só não quebramos, como fomos um dos últimos países a entrar na crise e estamos sendo um dos primeiros a sair dela. Antes, éramos alvo de chacotas e de imposições. Hoje, nossa voz é ouvida lá fora com atenção e respeito.

A Petrobras de hoje é a cara deste novo Brasil. É a oitava maior empresa do mundo. Não existe nenhuma empresa, na Europa, do tamanho dela. Nas Américas, fica atrás apenas de três gigantes norte-americanas. E é a segunda empresa em lucratividade. E, entre as petroleiras, a segunda em valor de mercado no mundo.

A Petrobras chegou aí, entre outros motivos, porque este governo acreditou e investiu, dando condições para que ela aumentasse a produção, encomendasse plataformas, sondas, modernizasse e ampliasse refinarias, treinasse e contratasse funcionários. Além de construir uma grande infra-estrutura de gás natural e entrar na área de biocombustíveis.

O coroamento deste esforço foi exatamente a descoberta, pela própria Petrobras, das reservas do pré-sal. Um feito extraordinário, que encheu de admiração o mundo e de orgulho os brasileiros.

Minhas amigas e meus amigos,

Este é um governo que acredita no Brasil e no que ele tem de mais rico: o seu povo.

É por isso que propomos que os recursos do pré-sal sejam colocados em um fundo social, controlado pela sociedade, e que será aplicado, majoritariamente, em desenvolvimento humano. De um lado, o novo fundo será uma mega-poupança, um passaporte para o futuro, que nos ajudará, entre outras coisas, a pagar a imensa dívida que o País tem com a educação e a pobreza.

De outro lado, funcionará, também, como um dique contra a entrada desordenada de dinheiro externo, evitando seus efeitos nocivos e garantindo que nossa economia siga saudável, forte e baseada no trabalho e no talento de nossa gente.

Todos estes temas estão agora em discussão no Congresso Nacional e eu sei que contaremos, mais uma vez, com o apoio livre e soberano do Legislativo na construção deste novo Brasil.

Uma ação desta amplitude só pode ocorrer, de forma saudável, em um ambiente democrático. A democracia é o ambiente mais saudável para o crescimento.

O embate e a paixão política fazem parte do universo democrático, mas não podemos deixar que interesses menores retardem ou desviem a marcha do futuro.

Uma democracia só se fortalece com a participação da sociedade. Por isso se mobilize, converse com seus amigos, escreva pra seu deputado, seu senador, pra que eles apoiem o que é melhor para o Brasil.

O Brasil não tem medo de crescer, nem de buscar os melhores caminhos. Não vai ficar preso a dogmas, a modelos fechados ou a falsas verdades.

O Brasil acredita no livre mercado mas também no papel do estado como indutor do desenvolvimento. E saberá sempre buscar o equilíbrio que garanta o melhor para seu povo.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

É tempo de ampliarmos, ainda mais, a nossa esperança no Brasil. A independência não é um quadro na parede nem um grito congelado na história. A independência é uma construção do dia-a-dia. A reinvenção permanente de uma nação. A caminhada segura e soberana para o futuro.

Viva o 7 de setembro! Boa noite!"

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Unidade e defesa do PT marcam lançamento da candidatura Dutra


Unidade e defesa do PT marcam lançamento da candidatura Dutra

O ex-senador José Eduardo Dutra fez uma vigorosa defesa do PT e do governo Lula no ato de lançamento de sua candidatura à presidência nacional do partido, ocorrido na terça-feira (25) à noite no plenário Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, em Brasília. Ele concorre pela chapa Partido que muda o Brasil.

“Por diversas vezes os profetas do apocalipse pregaram o fim do PT. Com as greves, diziam que o radicalismo ia acabar com o PT. Quando caiu o muro de Berlim, na década de 90, com a consolidação do projeto neoliberal, em 1994, quando fomos derrotados e, o que é mais impressionante, até quando ganhamos profetizaram o fim do PT. Diziam que o PT não teria a capacidade de governar o país”, disse Dutra.

Depois, completou: “Quando começaram a ver os resultados do governo, eles passaram a dizer que era sorte. Em setembro de 2008 soltaram foguetes (com a crise internacional): agora vai! Mas o Brasil foi o último a entrar e o primeiro a sair da crise”.

Dutra lembrou que os setores conservadores sempre tratam o PT com uma "alegria raivosa", citando uma expressão usada por Chico Buarque durante a crise de 2005. Disse que, naquela crise, PSDB, o DEM ficaram felizes por poder dizer que o PT era igual a eles.

“Mas o PT mostrou que não era igual a eles. Tivemos a ousadia de convocar os militantes e mais 300 mil compareceram e elegeram o presidente Berzoini. Temos problemas, mas temos a capacidade de apontar a esperança para o povo brasileiro”.

No fim do discurso, Dutra fez uma deferência especial a todos os presidentes do PT, de Lula a Berzoini, e disse que quer estar à altura deles.

Unidade

Participaram do ato, que lotou o plenário, dezenas de lideranças nacionais e regionais, entre ministros, governadores, prefeitos, deputados e senadores, além de dirigentes e militantes petistas de todo o país.

Também estiveram presentes três outros candidatos à presidência do PT: José Eduardo Cardozo, Iriny Lopes e Geraldo Magela. Eles afirmaram que estavam ali para mostrar o grau de unidade do partido, independentemente da disputa interna.

No discurso de abertura do ato, o presidente Ricardo Berzoini também destacou a presença dos candidatos como um fator de coesão.

“Isso mostra a coesão e a unidade partidária. Vamos passar por um processo de debate profundo e programático, mas também fraterno, porque todos compomos o partido que construiu o caminho para a mudança do Brasil”.

Orgulho petista

Todas as demais falas defenderam o PT das acusações sofridas nos últimos dias e destacaram a importância do partido no processo de mudanças pelo qual passa o país.

A senadora Ideli Salvatti levantou o plenário ao falar do “orgulho de ser petista” e de ajudar a construir um governo que está eliminando a miséria no Brasil.

“Para os envergonhados que saíram, quero dizer que tenho muito orgulho de ser do PT. Nada mais corrupto do que submeter a população à miséria. No governo Lula, na crise, enfrenta a pobreza. Temos orgulho da ética petista”, dissse.

Já o governador de Sergipe, Marcelo Deda, destacou que seus êxitos no comando do Estado não seriam possíveis sem o PT e sem a colaboração de aliados. Ele condenou a permanente campanha da mídia contra o partido.

“Nosso partido está unido. Os que nos acusam de aliancismo são os mesmos que nos acusavam de sectarismo. Os que nos acusam de senso de pragmatismo, nos acusavam de irresponsabilidade porque não nos somávamos ao projeto neoliberal. O ódio resulta porque a social-democracia vendeu a alma ao mercado. O ódio do DEM acontece porque o DEM não resiste a um exame de DNA. O melhor que podemos dizer dele é que é neto da Arena, sustentou a ditadura e governos patrimonialistas. Tenho orgulho de dizer que sou governador do PT”, disse Deda.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Vôo Colombo: Quarenta passagens são pagas com recursos públicos

Vôo Colombo: Quarenta passagens são pagas com recursos públicos
Fonte: Tribuna do Norte
O projeto da Semana de “Natal em Lisboa” contará com uma comitiva de 40 pessoas, que partiram da capital potiguar com bilhetes aéreos pagos por recursos públicos. O custo médio da passagem aérea pela empresa TAP para fazer o trecho Natal-Lisboa-Natal é de 1.200 dólares. Das 40 pessoas, 38 embarcaram com custos pagos pelo convênio da Prefeitura com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH). As outras duas foram custeadas pela Câmara Municipal de Natal, no caso os vereadores Dickson Nasser (PSB), atual presidente, e Edivan Martins (PV), o presidente eleito que assumirá em 2011.

Parte da comitiva do chamado “Voo Colombo”, em uma referência ao fato de que a principal agenda de divulgação será no Shopping Colombo, embarcou na noite de terça-feira e o restante ontem. Faltando seis horas para o embarque, o grupo da Prefeitura de Natal teve duas baixas: os vereadores Paulo Wagner (PV) e Júlia Arruda (PSB), que desistiram da viagem. Para a prefeita Micarla de Sousa a viagem irá além do período de uma semana do estande que ficará no shopping Colombo. Ela só retornará a capital potiguar no dia 5 de julho.

O que chama atenção na lista de passageiros que embarcaram com bilhetes pagos com recursos públicos é a origem dos voos, já que nem todos saíram de Natal e também a relação das pessoas com a divulgação do destino turístico. A miss Brasil Larissa Costa, por exemplo, está levando o namorado, Heitor Dias, com recursos pagos pelo convênio ABIH-Prefeitura.

Iracy Azevedo, que presta serviço à Destaque Promoções e é ligada ao vice-prefeito Paulinho Freire, também segue no “Voo Colombo”. Outro que está viajando é o consultor Paulo Gaudenzi. Ele prestou serviço para Prefeitura de Natal no segmento de turismo. Há informações também que além dessa lista (divulgada pela TRIBUNA DO NORTE) partiu outra comitiva custeada pela Câmara de Comércio Brasil-Portugal.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Enrico Fermi, afirmou que o custo do evento da “Semana Natal em Lisboa” será de R$ 300 mil. Esse é o valor do convênio firmado pela Prefeitura com a entidade.

Em uma semana, a capital potiguar terá como divulgação em Lisboa, um estande em shopping, entrevista de Micarla de Sousa a emissora RTP e várias visitas, que vão de museus a parques. A chefe do Executivo irá também, na semana que estará na Europa, ao Parque Eduardo VII, Museu de Arte Africana, ao Museu de Moda e Design e terá um jantar com agentes portugueses, entre outros compromissos.

Divulgação de Natal começa em Lisboa

No Shopping Colombo, principal centro comercial de Lisboa, já começou a divulgação do destino turístico natalense, projeto que faz parte da “Semana de Natal em Lisboa”. Segundo a assessoria da prefeita, a Câmara Municipal de Lisboa apoiou o evento disponibilizando infra-estrutura, hospedagem e transporte para a comitiva oficial. “Esse é o modelo estratégico, que traz resultados. Natal se tornará conhecida em Portugal”, observa o consultor Paulo Gaudenzi, que está em Lisboa integrando a equipe de apoio da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento de Natal.

O projeto também é elogiado pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Enrico Fermi. “Há muitos anos que não víamos um evento deste porte, com a participação efetiva da Prefeitura de Natal. É uma ação ousada, que merece todo o apoio dos segmentos turísticos e da classe empresarial natalense. Trata-se de um evento sério, que trará inúmeros benefícios para a cidade de Natal”, destacou Fermi.

Para o projeto da “Semana de Natal em Lisboa”, a Prefeitura de Natal contou também com o apoio da TAP, única companhia aérea que opera no destino Lisboa-Natal. A informação foi divulgada ontem pela Assessoria da Prefeitura, que enfatizou o desconto de R$ 30 mil dado pela companhia aérea na emissão de passagens para os integrantes do “Voo Colombo”.

Além disso, a TAP também franqueou 600 quilos de carga para que a Prefeitura do Natal pudesse enviar para Lisboa a folheteria, as peças de artesanato e os insumos necessários para a demonstração da gastronomia potiguar. Segundo a Assessoria, o desconto de R$ 30 mil foi efetivado na aquisição das passagens destinadas para o transporte aéreo dos técnicos da Prefeitura, dos integrantes da Câmara do Comércio, da ABIH e de empresários que tiveram interesse em participar do evento.

As estimativas da Prefeitura indicam que, nos próximos seis dias, 1.500.000 de pessoas deverão circular pelo salão principal do Colombo, onde cinco operadoras européias de turismo trabalham para vender o destino Natal.

Dois vereadores desistem e quatro vão com a prefeita

No grupo dos seis vereadores que estavam com passagens para a viagem rumo a Lisboa, dois desistiram. Faltando menos de seis horas para o avião decolar, Paulo Wagner (PV) e Júlia Arruda (PSB) recusaram o convite. A parlamentar do PSB avaliou que esse não é o momento para fazer uma ação de promoção do turismo na dimensão que está sendo realizada em Portugal. “Temos problemas na saúde, os trabalhadores rodoviários estão em greve. Esse tipo de ação (da Semana de Natal em Lisboa) é importante para promover o turismo, mas com esses problemas que estamos enfrentando, não acredito que esse seja o momento”, avaliou Júlia Arruda. Ela também criticou a programação feita pela Prefeitura de Natal. “Quando me convidaram falaram de uma programação e não foi isso que eu vi nessa agenda divulgada agora”, frisou.

Já o vereador Paulo Wagner disse que a desistência da viagem se deveu a um “sexto sentido”. “Desde o início meu coração estava pedindo para não ir. Devolvi o bilhete (aéreo) para a Câmara”, comentou. Pelos cofres do Legislativo da capital potiguar, foram pagos as passagens dos vereadores Edivan Martins (PV) e Dickson Nasser (PSB).

300 mil a menos na Prefeitura do Natal

Primeiro ela perdoou quase 90 milhões de dívidas da Unimed. Depois, quis alterar por decreto o Plano Diretor (aquele em que a sociedade se mobilizou e impediu em parte um dos maiores crimes da construção civil contra a cidade) para liberar construções; depois, queria reajustar as passagens para 2,15. Um a um, a prefeita vai "pagando" aos empresários que a apoiaram na campanha do ano passado. Agora são 300 mil para jornalistas, empresários e assessores passearem em Lisboa.

Como já bem disseram, Micarla, saia da TV (e agora de Lisboa) e vá as ruas!


segue texto sobre o assunto
http://www.mineiropt.com.br/blog/

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Pesquisas confirmam aprovação recorde de Lula e crescimento eleitoral de Dilma


Duas pesquisas divulgadas entre31/05 e 1/06 – Datafolha e CNT/Sensus – confirmam os dados do levantamento PT/Vox Populi realizado no início de maio. Nos dois casos, aprovação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a bater recorde e a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, cresceu na preferência do eleitor para a disputa presidencial de 2010.



Segundo o Datafolha, realizado entre os dias 26 e 28 de maio, 69%dos entrevistados classificam o governo como ótimo/bom. A administração é regular para 24% e ruim/péssima para 6%. Já a nota média dada a Lula alcançou 7,6 – igual a de novembro do ano passado e a maior desde que assumiu a Presidência, em janeiro de 2003.



O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, diz que "a queda anterior era o efeito direto da crise". Mas que, "com a população mais confiante quanto ao desempenho do governo frente à crise, o governo recuperou o nível de aprovação".



Ainda segundo o Datafolha, 63% dos entrevistados apontam como ótima/boa a performance do governo Lula na área econômica, a melhor avaliação desde 2004. O desempenho do governo é regular, nesse quesito, para 29%dos entrevistados, sendo ruim/péssimo para 7%.



Na CNT/Sensus, 84% aprovam o desempenho pessoal do presidente. É a melhor avaliação já atingida por um ocupante da presidência desde o início da pesquisa, em 2001. Quando Lula assumiu o governo, em janeiro de 2003, sua aprovação pessoal era de 83,6%.



A avaliação do governo também teve avaliação recorde na CNT/Sensus. O levantamento revela que, para 72,5% dos entrevistados, a gestão do presidente é positiva, o que aponta para um aumento de 1,4 ponto percentual em relação ao levantamento de dezembro passado.



Esse percentual representa um aumento de 15,9 pontos percentuais em relação à aprovação do governo em janeiro de 2003, quando o petista assumia o governo do país.



“Há uma forte esperança no futuro, centrada no discurso e nas medidas que o governo tomou. O presidente consegue passar seu discurso positivo para a população. O discurso do presidente é muito forte e traz muita esperança”, avaliou o presidente da CNT, Clésio Andrade.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas em 24 estados e 136 municípios entre 26 e 30 de maio. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.



Presidência



Na disputa pela Presidência da República, as duas pesquisas mostram que a ministra Dilma encurtou consideravelmente a distância entre a sua pré-candidatura a presidente e a do tucano José Serra.



No Datafolha, a diferença, que estava em 30 pontos percentuais em março, agora caiu para 22 pontos. No principal cenário do novo levantamento, Dilma tem 16% das intenções de voto, contra 38% de Serra. Em relação à pesquisa anterior, a ministra subiu cinco pontos percentuais, enquanto o tucano paulista perdeu três. O crescimento levou Dilma à segunda colocação, empatada tecnicamente com o deputado federal Ciro Gomes (PSB), que oscilou de 16% para 15%.



Na CNT/Sensus, a diferença caiu para de 29 para17 pontos. Na última pesquisa estimulada, realizada em março, ela tinha 16,3% das intenções de voto, contra 23,5% no levantamento apresentado nesta manhã. Enquanto a petista subiu, o governador de São Paulo, José Serra, registrou uma leve queda, de 45,7% para 40,4%.



Em relação a última pesquisa, divulgada no dia 30 de março, Dilma cresceu 7,2 pontos percentuais, enquanto o governador de São Paulo caiu 5,3 pontos na avaliação dos 2 mil entrevistados. No cenário, em que Dilma representa o PT e Serra, o PSDB, a candidata do PSOL Heloísa Helena aparece com 10,7%.



Já na pesquisa espontânea, há um empate técnico entre Dilma e Serra. A petista aparece com 5,4% nas intenções de voto, enquanto o tucano tem 5,7%. Nesta modalidade espontânea, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o mais citado, com 26,2%. Aécio Neves ficou com 3% e Ciro Gomes, 1,1%.



Confiança na economia



A pesquisa Datafolha mostra ainda que, em comparação a março, o brasileiro está mais otimista. Para 40% dos entrevistados, a situação econômica do país vai melhorar nos próximos meses. Na opinião de 15%, vai piorar.



Para 41%, fica como está. Segundo o Datafolha, 43% acreditam que a taxa de desemprego vai aumentar no país.Em março, porém, esse índice chegou a 59% dos entrevistados.



Hoje, 24% acreditam que o desemprego vai cair e 29% afirmam que ficará como está. De 2008 até março, 48% dos entrevistados apostavam no aumento da inflação. Hoje esse risco existe para 36%. Para 43% dos entrevistados, a inflação "vai ficar como está", enquanto 14% acreditam numa redução.



A aposta na manutenção da inflação nos mesmos patamares é maior entre os entrevistados com nível de escolaridade superior (52%) e renda familiar mensal de mais de dez salários mínimos (57%).



Portal PT

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Pré-Sal deve ser usado em benefício da nação, defendem petistas


Pré-Sal deve ser usado em benefício da nação, defendem petistas


Parlamentares da bancada do PT na Câmara defenderam ontem, no Plenário da Câmara, mudanças profundas na Lei do Petróleo (9.478/97), que estabelece as atividades de exploração do petróleo no País. As mudanças, afirmaram, devem considerar o princípio de que todas as riquezas derivadas do pré-Sal pertencem à nação brasileira devendo, portanto, serem convertidas em desenvolvimento social e econômico. Os petistas, que participaram de Comissão Geral para debater o tema, também criticaram os defensores da CPI criada no Senado para investigar a Petrobras.

Sobre a nova lei o deputado Fernando Ferro (PT-PE) afirmou que o Brasil está diante de uma grande oportunidade de desenvolvimento, cabendo ao Congresso Nacional entregar ao País uma legislação que assegure à população os benefícios obtidos a partir das suas riquezas naturais. “O mundo mudou e estamos vivendo um debate ideológico neste momento. Foi exatamente este processo que, no passado, comandou as privatizações no Brasil. O País tem a oportunidade de dar um salto gigantesco com essa descoberta no pré-Sal, mas isso dependerá de uma boa gestão destes recursos”, defendeu.

Para o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), o debate central neste momento, é exatamente o novo marco regulatório para o setor e não a pauta da oposição, que insiste investigar a Petrobras. “Temos que discutir o petróleo e não mais uma CPI, que tem gerado poucas contribuições para o País. O principal desafio é encontrarmos mecanismos para assegurar desenvolvimento e tecnologia com o pré-Sal”, afirmou.

Credibilidade – O deputado Luiz Alberto (PT-BA), vice-presidente da Comissão de Minas e Energia, ressaltou a credibilidade da Petrobras e reiterou o interesse do governo em assegurar que os recursos do pré-Sal sejam usados em benefício da nação. Ele também criticou a oposição e disse que é incoerente que uma das empresas mais bem cuidadas e auditadas do Brasil seja objeto de uma CPI.

Na avaliação do deputado Pedro Eugênio (PT-PE), a preocupação com a soberania nacional deve ser uma das principais diretrizes no novo marco regulatório para o setor. “No momento em que se discute o novo marco, é importante considerar alguns pontos. Não podemos nos limitar apenas à discussão fiscal. É uma questão de soberania nacional, do controle sobre o principal ativo do pré-Sal”, disse.

Desmistificação – O representante da Federação Única dos Petroleiros, João Antonio de Moraes contestou as ponderações feitas em Plenário por parlamentares da oposição, que atribuíram o sucesso da Petrobras à quebra de monopólio do petróleo, no governo Fernando Henrique Cardoso. “A descoberta do pré-Sal não é resultado da quebra do monopólio do petróleo e, sim, da eficiência da Petrobras. Se o Brasil se encontra hoje em uma condição singular para enfrentar a crise, se deve ao povo brasileiro que resistiu ao modelo de privatização do governo FHC”, avaliou.



Brasil produzirá 4 milhões de barris/dia e vai gerar 1 milhão de empregos com pré-Sal
O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme de Oliveira Estrella, disse que o pré-Sal fará com que o país amplie a produção dos atuais 2 milhões de barris de petróleo por dia, para 4 milhões de barris em 2020. O aumento na produção, de acordo com o diretor, também resultará na geração de cerca de 1 milhões de empregos, diretos e indiretos. A afirmação foi feita ontem, durante Comissão Geral no Plenário da Câmara, para discutir a política de exploração das reservas de petróleo na camada do pré-Sal, descobertos pela Petrobras em 2007.

“O petróleo continuará sendo, na matriz energética mundial, um componente extremamente importante no suprimento energético dos países. Este montante será possível, devido às nossas descobertas no pré-Sal, que serão plenamente exploradas a partir de 2011, 2013”, afirmou Estrella. Segundo ele, atualmente já existe uma sonda teste instalada no pré-sal que produz entre 20 e 30 mil barris de petróleo por dia. O principal objetivo do experimento é fornecer dados que serão utilizados para as futuras explorações.

A previsão, de acordo com o diretor, é de que em dezembro deste ano seja instalada a primeira plataforma piloto na região de Tupi, com capacidade para extrair 100 mil barris de petróleo e outros 4 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. “Com este significativo incremento da produção de gás no mercado brasileiro esperamos, em 2011, produzir cerca de 70 milhões de metros cúbicos de gás por dia, o suficiente para suprir as necessidades do mercado nacional”, explicou Estrella. Um dos grandes diferenciais para este novo momento de petróleo no País, segundo Estrella, é o baixo risco oferecido pelo pré-sal.

Desafios - Toda esta riqueza, de acordo com o executivo, exigirá grandes investimentos em tecnologias de automação e representa um grande desafio para a engenharia nacional. “Estamos muito longe da costa brasileira. Temos que investir em novos instrumentos e encontrar soluções, por exemplo, para o problema do alto índice de corrosão dos equipamentos. Estamos diante de um enorme desafio da engenharia brasileira”, afirmou.

O desafio é grande, no entanto, na avaliação do diretor, a Petrobras está preparada. “É uma oportunidade de desenvolvimento tecnológico no país, mas que exigirá soluções inovadoras e, com certeza, a Petrobras tem hoje condições de fazer esta exploração. Para isso, teremos que produzir um conjunto de equipamentos até 2020. Equipamentos de maior parte, que hoje são importados, terão obrigatoriamente, que ser produzidos no Brasil”.



Marco regulatório para pré-Sal chega à Câmara em agosto
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou ontem que o marco regulatório sobre a exploração de petróleo na camada do pré-Sal deve ser enviado à Câmara dos Deputados até agosto.

Durante Comissão Geral da Câmara que discutiu o tema, Lobão disse que, com as descobertas recentes, o Brasil terá reservas suficientes para 40 anos e poderá fazer parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).


BNDES vai financiar expansão da cadeia produtiva de petróleo
O BNDES vai financiar expansão da cadeia produtiva de petróleo. O assessor da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Rafael Oliva Augusto, afirmou que o banco pretende financiar a expansão da cadeia produtiva de petróleo e gás na medida que caminharem os investimentos no pré-Sal. Segundo ele, seriam necessários aproximadamente 5 bilhões de dólares (cerca de R$ 9,8 bilhões) para completar a cadeia de investimento.

"O banco enxerga a perspectiva de grande número de investimentos com uma enorme oportunidade de ampliação e fortalecimento competitivo da indústria e de desenvolvimento científico", afirmou o assessor, durante Comissão geral na Câmara que discute a política de exploração do pré-Sal.

Augusto informou que o BNDES definiu diretrizes para conduzir o desenvolvimento de uma política industrial para o petróleo. Essas diretrizes incluem o desenvolvimento de estaleiros competitivos internacionalmente, o fortalecimento da engenharia nacional e a atração de empresas estrangeiras para parceria com fornecedores nacionais, entre outras.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Manifestantes reivindicam mudança na exploração do petróleo


Comissão Parlamentar de Inquérito foi amplamente criticada por manifestantes.
Por Isabela Santos
Fotos: Isabela Santos

Representantes do sindicato dos petroleiros (Sindipetro-RN), CUT, UNE, Ubes e partidos políticos manifestaram-se contra a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar a empresa e se colocaram a favor de uma nova legislação para o setor. A movimentação foi na manhã desta terça-feira (26), em frente à sede da Petrobras em Natal.

O presidente do Sindipetro-RN, Márcio Dias, considerou a manifestação primeiramente “a favor da Petrobras”.

“O regime de exploração é por concessão, ou seja, tira do Estado o controle do petróleo; quando é explorado e extraído passa a ser da empresa que o encontrou”, explicou. “O petróleo não pode ser considerado uma mercadoria qualquer”, alegou a mudança no regime de concessão como motivo para reivindicar.

Quanto à CPI, Márcio Dantas e demais manifestantes a qualificam como “eleitoreira”. Para ele, a Petrobras deve ser investigada, sim, mas não por uma CPI. “Já existe fiscalização por Tribunal de Contas, órgãos ambientais e outros”, diz.

Para a deputada federal Fátima Bezerra (PT), a Comissão está sendo formada por “tucanos desesperados” que não têm projetos, nem rumos e “estão de olho em 2010”.



Em sua opinião, a iniciativa tem caráter eleitoreiro e visa impedir os avanços na legislação e regulamentação do pré-sal, além de ameaçar iniciativas de privatização da empresa.

“Na época dos tucanos a empresa valia R$ 54 bilhões, hoje vale R$ 300 bilhões. Está colocada entre as cinco maiores empresas do mundo”, lembra e se despede dizendo que levará o tema à Brasília ainda hoje.
Disponivel em :www.nominuto.com